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Junta de Freguesia - História da Terra

 

 

Padroeira: St.ª Maria Madalena;


População: 202 habitantes;


Eleitores: 233;

 


Área: cerca de 996 ha.;


Actividades Económicas: Agricultura (amêndoa), olivicultura, produção de vinho – Região Demarcada do Douro, pastorícia, construção civil;


Gastronomia: Enchidos (farinheira, chouriça, moira, salpicão), presunto, queijo, cabrito assado no forno a lenha e doçaria (arroz doce, bolos de amêndoa, súplicas, filhoses, leite creme);


Movimento Associativo: Associação de Solidariedade Social, Cultura, Desporto e Recreio de Fonte Longa;


Artesanato: Albardeiro, rendas e bordados;
Anexas: Cornalheira.
 

 

Localização


     A freguesia da Fontelonga integra o concelho da Meda por decreto de 1895, não obstante só ter saído do de Vila Nova de Foz Côa três anos depois. A povoação é uma autêntica varanda sobre as terras da Veiga de Longroiva. Faz parte, com Meda, Poço do Canto e Longroiva, do conjunto das freguesias do concelho da Meda incluídas na Região Demarcada do Douro. É atravessada pena EN 324, entretanto desnacionalizada.

 

A HISTÓRIA

 

     A freguesia de Fonte Longa situa-se a 7 quilómetros da Mêda, sede do seu concelho.
Integram a freguesia a anexa de Cornalheira e os lugares de Alvite, Vale de Cesteiros, Cabeço Alto e Vale de Figueira.
     Historicamente e pelos achados encontrados, pode afirmar-se que as suas origens remontam ao calcolítico (a uma distância de 5000 anos).
No sítio dos "Montes" encontraram-se vestígios de cerâmica que nos levam até à Idade do Bronze (2º milénio a.C.). 


     Da época dos romanos, encontraram-se igualmente vestígios, na Quinta do Cônsul (talvez uma villa romana) e nos "Muimentos", onde foi encontrada uma "lagareta romana" em granito e cerâmicas variadas.
A primeira necrópole é composta por 22 sepulturas antropomórficas, o de uma comunidade cristã (pela orientação E-W), ainda não identificada.
Fonte Longa pertenceu durante algum tempo (na década de 70 do séc. XIX) ao concelho de Foz Côa, embora por um período relativamente pequeno, em que a divisão administrativa do Reino se encontrava em fase de consolidação.

 
 
PATRIMÓNIO E TURISMO


 

Património Arquitectónico:


Igreja Matriz - É um Templo construído a St.ª Maria Madalena, Padroeira desta freguesia. O altar-mor é de estilo barroco, com boa talha dourada. Possui imagens dos sécs. XVII e XVIII de St.ª Maria Madalena e Santo António, respectivamente foi completamente restaurada no séc. XIX.


Capelas de S. Sebastião - Situada junto ao antigo cemitério.


Capela de Nª. Srª. de Belém - Destaque para as janelas de estilo Barroco e altar da época de D. Maria I. Esta capela já foi também restaurada no séc. XIX e XX.

 


Fontes:

- Fonte da Escola
(toda em granito);

- Fonte de Stº. António. 

 

 


Património Arqueológico:

     Vestígios pré-históricos nos sítios dos "Montes" e da "Torre" (época do Calcolítico).
"Pesos de tear" em barro, "enxós em anfibolito", material em quartzo e sílex, mós manuais em granito (da época pré-histórica).
"Lagareta" romana em granito, cerâmicas finas e comuns (da era dos imperadores), um lagar romano cavado na rocha e sepulturas antropomórficas (época romana).

 
 
 
FESTAS E ROMARIAS


Romaria de Nossa Senhora de Belém


     A festa desenrola-se em três dias consecutivos – sábado, Domingo e Segunda – publicitada por uma comissão de mordomos nomeada.
     Abre na noite de sábado, com actuação de um grupo musical para toda a população e que se prolonga pela noite dentro.
     A manhã de Domingo começa com alvorada de morteiros e fogo de artifício e recepção de uma banda musical contratada que dá volta pelas ruas da freguesia, seguindo-se a procissão até à capela de Nossa Senhora de Belém, onde é celebrada missa campal, com sermão, com actuação da banda e regresso em procissão à igreja com a deslocação do andor que é depositado na igreja até ao dia seguinte, Segunda-Feira. 


    Segue-se o almoço, findo o qual a comissão de mordomos, com a actuação da banda, percorre todas as ruas da freguesia recolhendo as ofertas da população para serem arrematadas nesse fim de tarde no bazar do largo do adro, constituindo uma fonte de receita para fazer frente às despesas com as festas. Por volta das vinte horas, dá-se a partida da banda e cerca das vinte e uma horas, início da actuação de um novo conjunto musical. Cerca das vinte e quatro horas, é lançado fogo de artifício e continuação da actuação musical pela noite fora.
    O dia de Segunda-feira é de puro convívio entre a população residente, familiares e amigos que visitam expressamente a freguesia nesta altura de festa anual.

 

 
     À tarde realiza-se a actuação de um terceiro conjunto musical, com fogo de artifício às vinte e quatro horas e encerramento das festas quando terminar a actuação do conjunto.
     A comissão de mordomos prestará em tempo oportuno, contas ao pároco, presidente da comissão, que indicará, mais tarde, a nova comissão por proposta da comissão cessante.

  
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